Caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira usado no Alerta de Defesa Aérea do Planalto Central.

F-39 Gripen assume alerta de defesa aérea do Planalto Central pela FAB

A Força Aérea Brasileira empregou, pela primeira vez, o caça F-39 Gripen em uma missão de Alerta de Defesa Aérea no Planalto Central. A operação, realizada a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, marca uma nova etapa da capacidade operacional da FAB e reforça a proteção do espaço aéreo brasileiro.

A defesa aérea do Planalto Central entrou em uma nova fase. A Força Aérea Brasileira empregou, pela primeira vez, o caça F-39 Gripen em uma missão de Alerta de Defesa Aérea, operando a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás. O marco foi registrado oficialmente nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.

A missão integra as atividades permanentes de policiamento do espaço aéreo brasileiro e foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais, o COMAE. A execução ficou sob responsabilidade do Primeiro Grupo de Defesa Aérea, o 1º GDA — Esquadrão Jaguar, unidade responsável pela operação dos F-39 Gripen da FAB.

Operação parte da Base Aérea de Anápolis

Sediado na Base Aérea de Anápolis, o Esquadrão Jaguar passa a empregar o Gripen em missões de defesa aérea com foco na proteção do espaço aéreo do Planalto Central, incluindo a região da capital federal.

Na prática, o Alerta de Defesa Aérea mantém aeronaves e equipes em prontidão para decolar em curto prazo, caso haja necessidade de interceptação, identificação ou acompanhamento de tráfego aéreo considerado irregular ou suspeito.

O uso do F-39 Gripen nesse tipo de missão amplia a capacidade de resposta da FAB, já que o caça reúne sensores modernos, sistemas de comunicação avançados e capacidade de atuação em missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque ao solo.

Caça F-39 Gripen durante decolagem em operação de Alerta de Defesa Aerea na Base de Anápolis, da FAB.
Caça F-39 Gripen durante decolagem em operação de Alerta de Defesa Aérea na Base de Anápolis, da FAB. Foto: Sgto Müller Marin/Força Aérea Brasileira

Marco consolida nova capacidade operacional da FAB

O início do alerta com o Gripen é considerado um dos principais marcos do programa de modernização da aviação de caça brasileira a partir da parceria com a empresa sueca Saab. A chegada do primeiro F-39 Gripen ao Brasil ocorreu em 2022. Com a entrega da aeronave FAB 4111, em novembro de 2025, a frota chegou a 10 unidades em operação.

Para a FAB, a entrada do Gripen no Alerta de Defesa Aérea representa o avanço da aeronave para uma fase de maior maturidade operacional dentro do sistema de defesa aeroespacial brasileiro.

Testes com KC-390 e míssil Meteor antecederam o alerta

Antes do início da operação no Alerta de Defesa Aérea, o F-39 Gripen passou por uma sequência de certificações e testes estratégicos concluídos entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Entre essas etapas estiveram o reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium, o lançamento real do míssil de longo alcance Meteor, o primeiro tiro aéreo com canhão do F-39 Gripen em território nacional e testes de separação segura de bombas.

Essas certificações são importantes porque demonstram a integração progressiva do caça aos sistemas, armamentos e doutrina operacional da Força Aérea Brasileira.

O que muda com o F-39 Gripen no alerta aéreo?

  • Maior capacidade de resposta no Planalto Central.
  • Uso de sensores e sistemas modernos de combate.
  • Integração com o sistema permanente de defesa aeroespacial.
  • Fortalecimento da proteção da capital federal.
  • Consolidação de uma nova etapa do Projeto F-X2.
  • Avanço tecnológico para a indústria brasileira de defesa.

Gripen também representa avanço tecnológico e industrial

Além do impacto operacional, o F-39 Gripen também é parte de um programa estratégico de desenvolvimento tecnológico e industrial.

O projeto envolve transferência de tecnologia, capacitação de profissionais brasileiros e participação da indústria nacional em etapas ligadas ao desenvolvimento, produção, integração e manutenção da aeronave.

Esse processo é visto como um avanço para a base industrial de defesa do país, pois amplia o domínio nacional sobre tecnologias aeronáuticas complexas e fortalece a capacidade brasileira de sustentar sistemas militares de alta performance no longo prazo.

Transferência de tecnologia fortalece a indústria brasileira de defesa

O Programa Gripen no Brasil vai além da aquisição de caças. Ele inclui cooperação com a Suécia e com a Saab, fabricante da aeronave, além da formação de engenheiros e técnicos brasileiros em áreas de alta complexidade.

Com isso, o Brasil não apenas incorpora uma nova geração de caças à FAB, mas também amplia sua capacidade de absorver conhecimento, desenvolver competências locais e fortalecer sua indústria de defesa.

A estreia do F-39 Gripen no Alerta de Defesa Aérea do Planalto Central, portanto, simboliza mais do que a chegada de uma nova aeronave à linha de frente. Representa um passo relevante na modernização da defesa aérea brasileira, na proteção da soberania nacional e no desenvolvimento tecnológico do país.

De olho no Horizonte

O que é o F-39 Gripen?
O F-39 Gripen é o caça multimissão de nova geração adotado pela Força Aérea Brasileira. Ele pode atuar em missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque ao solo.

Onde o F-39 Gripen opera no Brasil?
O F-39 Gripen opera a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea, conhecido como Esquadrão Jaguar.

O que é o Alerta de Defesa Aérea?
É uma missão permanente de prontidão em que aeronaves e equipes ficam preparadas para decolar rapidamente em caso de necessidade de interceptação, identificação ou acompanhamento de tráfego aéreo irregular.

Quando o Gripen começou o alerta no Planalto Central?
Segundo a FAB, o F-39 Gripen foi empregado pela primeira vez em missão de Alerta de Defesa Aérea em 24 de fevereiro de 2026, a partir da Base Aérea de Anápolis.

Qual a importância do Gripen para a FAB?
O Gripen amplia a capacidade de defesa aérea do Brasil, moderniza a aviação de caça da FAB e fortalece a integração tecnológica da indústria nacional de defesa.

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